O que faz o cirurgião bucomaxilofacial
O nome oficial da especialidade é Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. É a área da Odontologia que trata, por meio de cirurgia, problemas da boca, dos maxilares, da mandíbula e de outras estruturas da face. O profissional é um cirurgião-dentista que, depois da graduação, fez uma formação longa e específica, com treinamento em hospital, e registrou o título no conselho.
No dia a dia, ele atende casos como:
- Dentes inclusos ou em posição difícil, incluindo sisos e caninos que não nasceram.
- Fraturas da mandíbula, da maxila, do osso da bochecha e lesões no rosto causadas por acidentes.
- Cirurgia ortognática, que reposiciona os ossos da face em conjunto com o ortodontista.
- Cistos e tumores benignos nos ossos da boca.
- Enxertos ósseos para quem vai receber implantes.
- Infecções de origem dentária que se espalham para a face ou o pescoço.
Parte desse trabalho acontece no consultório, com anestesia local. Outra parte exige centro cirúrgico, anestesia geral e equipe hospitalar. Por isso, é comum o especialista dividir a semana entre o consultório e um ou mais hospitais da região. Na maioria das vezes, o paciente chega até ele encaminhado pelo dentista que faz o acompanhamento de rotina.
Proporção de crianças: as cidades do Rio Grande do Sul que se destacam
Quem procura bucomaxilofacial no Rio Grande do Sul encontra realidades diferentes de uma cidade para outra. Pelos dados do IBGE (Censo 2022), estas cidades (entre as que têm 20 mil habitantes ou mais) lideram a proporção de crianças de até 14 anos, num estado onde a média é de 17,5% (no Brasil, 19,8%). Para essas cidades, o acompanhamento infantil pesa mais na rotina dos consultórios, da orientação sobre escovação e mamadeira até a avaliação da mordida antes dos 12 anos.
- Nova Santa Rita: 21,5% (29 mil habitantes)
- Eldorado do Sul: 21,4% (39,6 mil habitantes)
- Capão da Canoa: 20,8% (63,6 mil habitantes)
- Alvorada: 20,7% (187 mil habitantes)
- Capão do Leão: 20,7% (26,5 mil habitantes)
Onde a população é mais velha no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul tem 20,2% de pessoas com 60 anos ou mais, acima da média nacional de 15,8%. Mas a média esconde diferenças grandes entre as cidades. Pelo Censo 2022, ela é maior nestas (entre as que têm 20 mil habitantes ou mais): Onde a população é mais velha, crescem as consultas para repor dentes, ajustar dentaduras, cuidar da gengiva e acompanhar os efeitos de remédios na boca.
- Caçapava do Sul: 24,7% (32,5 mil habitantes)
- Imbé: 24,7% (26,8 mil habitantes)
- São Lourenço do Sul: 23,8% (42 mil habitantes)
- Cachoeira do Sul: 23,6% (80,1 mil habitantes)
- Rio Pardo: 23,2% (34,7 mil habitantes)
Exames antes da cirurgia: para que serve cada um
Uma cirurgia bem planejada começa muito antes do dia marcado. Os exames permitem ao cirurgião enxergar o que não aparece no exame da boca e prever as dificuldades do procedimento.
A radiografia panorâmica mostra todos os dentes e os ossos da boca numa só imagem. Ela é o ponto de partida na maioria dos casos. Quando a panorâmica não basta, entra a tomografia computadorizada, que mostra as estruturas em três dimensões. Ela ajuda a ver, por exemplo, a distância exata entre a raiz de um siso e o nervo, o tamanho de um cisto ou a espessura do osso onde vai entrar um implante.
Para cirurgias em hospital, o cirurgião pede exames de sangue e, conforme a idade e a saúde do paciente, avaliação do coração e consulta com o médico que acompanha as doenças crônicas. No caso da cirurgia ortognática, entram ainda fotografias do rosto, escaneamento ou moldagem dos dentes e, muitas vezes, um planejamento feito no computador.
Leve à consulta a lista completa dos remédios que você usa. Anticoagulantes, medicamentos para osteoporose e alguns tratamentos contra o câncer mudam o planejamento, mas nunca devem ser suspensos por conta própria: quem decide qualquer ajuste é o médico, em conjunto com o cirurgião.
Alimentação durante a recuperação
Comer bem depois de uma cirurgia na boca é um desafio, mas faz diferença na cicatrização. As orientações mudam conforme o procedimento, e o cirurgião deve dizer por quanto tempo seguir cada fase.
Depois de extrações e pequenas cirurgias, o mais comum é começar com alimentos frios ou em temperatura ambiente, líquidos e pastosos, como sopas mornas, purês, iogurte, vitaminas e caldos. Aos poucos, a dieta volta ao normal, sempre mastigando do lado oposto ao da cirurgia.
Em cirurgias nos ossos da face, como a ortognática e o tratamento de fraturas, a dieta líquida ou pastosa costuma durar mais tempo, às vezes semanas. Nessa fase, vale planejar:
- Refeições menores e mais frequentes, para manter a energia.
- Proteína em forma líquida ou pastosa, como ovos bem cozidos amassados, carnes e feijão batidos no liquidificador.
- Bastante água ao longo do dia.
- Ajuda de um nutricionista, se a perda de peso preocupar.
Evite alimentos duros, crocantes, muito quentes ou muito condimentados enquanto a gengiva cicatriza. Pergunte ao cirurgião se o canudo está liberado: depois de extrações, a sucção pode atrapalhar a formação do coágulo. Se a pessoa tiver diabetes, a mudança na alimentação precisa ser acompanhada também pelo médico.
Sinais de que o caso é cirúrgico (e de quando não é)
Ouvir a palavra “cirurgia” assusta, mas nem todo encaminhamento termina em centro cirúrgico. Às vezes, o especialista avalia e conclui que o melhor é acompanhar com exames periódicos. Um siso incluso que não dá sintomas, não prejudica o dente vizinho e não está associado a nenhuma lesão pode, em certos casos, ser apenas observado.
Por outro lado, há sinais que costumam indicar que a cirurgia é o caminho:
- Inflamações repetidas ao redor de um dente que não nasce direito.
- Lesão no osso que aumenta de tamanho entre um exame e outro.
- Diferença entre os maxilares que impede uma mordida funcional, mesmo com aparelho.
- Fratura com os pedaços de osso fora do lugar.
- Osso insuficiente para sustentar o implante planejado.
Quem decide é o profissional, depois do exame clínico e dos exames de imagem. Peça que ele explique o que acontece se a cirurgia for feita, o que acontece se não for e quais são as alternativas. Uma boa avaliação não empurra o paciente para a mesa de cirurgia: mostra os caminhos possíveis e os riscos de cada um.
Bucomaxilofacial nas maiores cidades do Rio Grande do Sul
Da capital às cidades médias: as 10 cidades do Rio Grande do Sul com mais moradores, em ordem de população (IBGE, Censo 2022), com link direto para a página de bucomaxilofacial de cada uma:
- Porto Alegre — 1,3 milhão de habitantes (capital)
- Caxias do Sul — 464 mil habitantes
- Canoas — 348 mil habitantes
- Pelotas — 326 mil habitantes
- Santa Maria — 272 mil habitantes
- Gravataí — 265 mil habitantes
- Novo Hamburgo — 228 mil habitantes
- Viamão — 224 mil habitantes
- São Leopoldo — 217 mil habitantes
- Passo Fundo — 206 mil habitantes
Bucomaxilofacial por região do Rio Grande do Sul
Pela divisão do IBGE, as cidades deste guia do Rio Grande do Sul ficam em 8 regiões geográficas intermediárias, organizadas em torno de cidades-polo que concentram comércio, serviços e saúde. Para bucomaxilofacial, a cidade-polo de cada região costuma ser a referência de quem mora nas cidades menores ao redor. Veja cada região, da que tem mais moradores nas cidades do guia para a que tem menos:
- Região de Porto Alegre: 34 cidades no guia, que somam 4,2 milhões de habitantes; a maior é Porto Alegre.
- Região de Caxias do Sul: 14 cidades no guia, que somam 1 milhão de habitantes; a maior é Caxias do Sul.
- Região de Pelotas: 10 cidades no guia, que somam 874 mil habitantes; a maior é Pelotas.
- Região de Passo Fundo: 11 cidades no guia, que somam 649 mil habitantes; a maior é Passo Fundo.
- Região de Santa Cruz do Sul - Lajeado: 12 cidades no guia, que somam 545 mil habitantes; a maior é Santa Cruz do Sul.
- Região de Santa Maria: 5 cidades no guia, que somam 492 mil habitantes; a maior é Santa Maria.
- Região de Uruguaiana: 7 cidades no guia, que somam 430 mil habitantes; a maior é Uruguaiana.
- Região de Ijuí: 7 cidades no guia, que somam 367 mil habitantes; a maior é Ijuí.
O Rio Grande do Sul em números
Quem mora no Rio Grande do Sul? O Censo 2022 do IBGE contou 10,9 milhões de habitantes em 497 municípios, dos quais 100 têm página de bucomaxilofacial neste guia. Por idade, 20,2% têm 60 anos ou mais (acima da média do Brasil (15,8%)) e 17,5% têm até 14 anos (abaixo da média do Brasil (19,8%)); a faixa de 15 a 29 anos reúne 20,3%. Na prática, a procura por bucomaxilofacial acompanha esse retrato: mais crianças significam mais consultas de prevenção, e uma população mais velha puxa a demanda por reabilitação.
Atendimento odontológico no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul tem Porto Alegre como capital e uma rede de cidades médias importantes, como Caxias do Sul, Pelotas, Canoas, Santa Maria e Passo Fundo. Em muitas regiões, o atendimento especializado está disponível no polo regional mais próximo.
Bucomaxilofacial no Rio Grande do Sul: por onde começar
Quem procura bucomaxilofacial no Rio Grande do Sul tem dois caminhos: abrir direto a página da própria cidade ou partir da cidade-polo da região, onde costuma haver mais opções. As duas listas estão acima, com link para cada uma das 100 cidades do Rio Grande do Sul que têm página neste guia.
Em qualquer cidade, a conversa com o consultório pelo WhatsApp é o melhor primeiro passo: pergunte sobre a avaliação, o registro no CRO-RS, os horários e o que está incluído no orçamento. Depois, compare com calma; tratamento bem planejado começa por uma boa escolha.
Perguntas frequentes sobre bucomaxilofacial no Rio Grande do Sul
Cisto na mandíbula é perigoso?
A maioria dos cistos dos maxilares é benigna, mas eles podem crescer, enfraquecer o osso e deslocar dentes. Por isso, precisam de avaliação. Em geral, o especialista pede exames de imagem e uma biópsia para confirmar o tipo de lesão antes de definir o tratamento.
Qual cidade do Rio Grande do Sul tem, proporcionalmente, mais crianças?
Entre as cidades com 20 mil habitantes ou mais, é Nova Santa Rita, onde 21,5% dos moradores são crianças de até 14 anos, segundo o Censo 2022 do IBGE. A proporção ajuda a entender onde a procura por bucomaxilofacial tende a ser maior.
Toda extração de siso precisa ser feita pelo bucomaxilofacial?
Não. Muitos sisos que já nasceram ou estão em posição favorável podem ser retirados pelo clínico geral. O especialista costuma ser indicado quando o siso está profundo, deitado, perto do nervo ou associado a alguma lesão. Veja também a página de extração de siso no Rio Grande do Sul.
Em quantas cidades do Rio Grande do Sul há página de bucomaxilofacial?
Em 100 cidades do Rio Grande do Sul. Cada página mostra quem atende na cidade, com registro no CRO-RS e contato direto, além de dados do IBGE e orientações para escolher.
Preciso de enxerto para colocar implante?
Nem sempre. O enxerto é indicado quando falta altura ou espessura de osso para fixar o implante com segurança. Isso é avaliado com exame clínico e tomografia. Quem perdeu os dentes há muitos anos tem mais chance de precisar. Veja também a página de implante dentário no Rio Grande do Sul.
Fora a capital, qual é a maior cidade do Rio Grande do Sul?
É Caxias do Sul, com 464 mil habitantes no Censo 2022 do IBGE. A página de bucomaxilofacial em Caxias do Sul mostra quem atende na cidade, com contato direto.
O que faz um cirurgião bucomaxilofacial?
É o cirurgião-dentista especializado em cirurgias da boca, dos maxilares e da face. Ele trata dentes inclusos complexos, fraturas no rosto, cistos e tumores benignos nos ossos da boca, faz enxertos ósseos e, junto com o ortodontista, a cirurgia ortognática. Atende em consultório e em hospital.
Quais são as regiões mais populosas do Rio Grande do Sul?
Pela divisão do IBGE, as cidades deste guia do Rio Grande do Sul ficam em 8 regiões intermediárias. Somando os moradores dessas cidades, as maiores são Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas. Cada uma tem uma cidade-polo, onde costuma haver mais opções de atendimento.
Fontes: IBGE, Censo Demográfico 2022 (população e idade) e Divisão Regional do Brasil (regiões intermediárias).