Como é feita uma restauração, do começo ao fim
A consulta começa com o exame do dente e, quando necessário, uma radiografia para ver até onde a cárie chegou. Se a cavidade for funda ou o dente estiver sensível, o dentista aplica anestesia local. Em restaurações bem rasas, às vezes ela nem é necessária.
Em seguida vem a limpeza. Com brocas e instrumentos manuais, o profissional remove o tecido amolecido pela cárie ou as bordas soltas de uma fratura, preservando ao máximo a parte sadia. Para o material aderir bem, o dente precisa ficar seco; por isso, muitos dentistas usam uma folha de borracha que isola o dente da saliva, além de roletes de algodão e sugador.
Depois, o material é colocado. A resina composta vai em camadas finas, cada uma endurecida com uma luz azul; o ionômero de vidro é aplicado como uma pasta que endurece por reação química. Por fim, o dentista esculpe o formato, confere a mordida com um papel colorido que marca os pontos de contato e faz o acabamento e o polimento.
Restaurações maiores podem seguir outro caminho: o dente é preparado, copiado por moldagem ou escaneamento, e a peça é confeccionada fora da boca para ser colada numa segunda consulta. Seja qual for o método, saia do consultório sabendo qual material foi usado, quais cuidados tomar nas primeiras horas e quando voltar se algo incomodar.
Proporção de crianças: as cidades de Santa Catarina que se destacam
Estas são as cidades de Santa Catarina (entre as que têm 20 mil habitantes ou mais) com a maior proporção de crianças de até 14 anos, segundo o Censo 2022 do IBGE. No estado como um todo, 18,7% dos moradores são crianças de até 14 anos, proporção abaixo da média do Brasil (19,8%). Famílias com filhos pequenos costumam precisar de consultas regulares: a primeira visita ao dentista, a troca dos dentes de leite e a prevenção de cáries entram cedo na agenda.
- Araquari: 25,2% (45,3 mil habitantes)
- Forquilhinha: 21,5% (31,4 mil habitantes)
- Navegantes: 21,2% (86,4 mil habitantes)
- Guaramirim: 21,2% (46,7 mil habitantes)
- Schroeder: 21,2% (20,1 mil habitantes)
Onde a população é mais velha em Santa Catarina
Estas são as cidades de Santa Catarina (entre as que têm 20 mil habitantes ou mais) com a maior proporção de pessoas com 60 anos ou mais, segundo o Censo 2022 do IBGE. No estado como um todo, 15,6% dos moradores são pessoas com 60 anos ou mais, proporção parecida com a média do Brasil (15,8%). Uma população mais madura costuma procurar mais próteses, implantes e ajustes de dentadura, além de revisões da gengiva e da mucosa.
- Laguna: 22,2% (42,8 mil habitantes)
- Jaguaruna: 21,8% (20,4 mil habitantes)
- Urussanga: 21,2% (20,9 mil habitantes)
- Itapoá: 19,7% (30,8 mil habitantes)
- São Francisco do Sul: 19,1% (52,7 mil habitantes)
Nem toda cárie vai para a broca
Uma dúvida frequente é se toda mancha no dente precisa ser “obturada”. Não precisa. A cárie passa por fases, e o tratamento depende da fase em que ela está.
No começo, a lesão aparece como uma mancha branca e opaca, às vezes perto da gengiva ou em volta de onde ficava um aparelho. Nessa fase, o esmalte perdeu minerais, mas ainda não se abriu. Com flúor, escovação bem feita e menos açúcar ao longo do dia, essa mancha pode ser controlada e parar de avançar. O dentista acompanha nas revisões e, às vezes, aplica produtos com flúor no consultório.
A restauração entra quando já há cavidade, quando a cárie atingiu a dentina ou quando o dente dói ou acumula comida por causa do defeito. Outros motivos para restaurar são o desgaste perto da gengiva que provoca sensibilidade forte e o dente lascado com borda cortante.
Em crianças, a lógica é parecida: dente de leite com cárie aberta também precisa ser tratado, porque a infecção pode doer, atrapalhar a alimentação e afetar o dente permanente que está se formando embaixo. Para os pequenos, o odontopediatra tem preparo específico para conduzir a consulta.
Hábitos que ajudam a restauração a durar mais
Depois do conserto, parte da responsabilidade passa para o dia a dia. Algumas atitudes protegem o dente restaurado por mais tempo:
- Use os dentes só para comer. Cortar linha, abrir garrafa ou segurar grampo com a boca são causas comuns de restauração lascada.
- Cuidado com alimentos muito duros. Pedras de gelo, caroços, ossinhos e pipoca sem estourar podem trincar um dente que já foi reconstruído.
- Capriche no fio dental na região restaurada. A borda entre o material e o dente é o ponto mais sujeito a nova cárie.
- Diminua o “beliscar” ao longo do dia. Comer doces em pequenas porções várias vezes mantém a boca mais tempo em ataque ácido.
- Observe se você aperta os dentes. Cansaço na mandíbula ao acordar e dentes desgastados são pistas. A placa feita pelo dentista ajuda a proteger os dentes e as restaurações.
- Restaurações de resina nos dentes da frente podem pegar mancha com café, chá-mate, vinho e cigarro. Bochechar água depois ajuda.
Por fim, volte nas revisões combinadas. O dentista consegue ver uma borda começando a abrir ou uma pequena trinca muito antes de ela causar dor, e corrigir com um reparo pequeno.
Os limites de uma restauração
A restauração é o tratamento mais comum do consultório, mas não resolve tudo. Saber onde ela termina ajuda a entender por que o dentista às vezes propõe outro caminho.
Quando a infecção chegou ao nervo. Se a polpa está inflamada sem chance de recuperação ou já morreu, o dente precisa de tratamento de canal antes de qualquer reconstrução.
Quando sobrou pouco dente. Paredes muito finas não seguram a restauração e podem rachar. Aqui entram coroas ou peças indiretas que cobrem as cúspides.
Quando a trinca desce para a raiz. Algumas fraturas começam na coroa e avançam em direção ao osso. Dependendo da profundidade, o dente não pode ser mantido.
Quando a cárie avança abaixo da gengiva. Às vezes é preciso um pequeno procedimento na gengiva para expor a borda saudável e permitir o conserto.
Quando o dente está mole por doença na gengiva. Restaurar não adianta se o suporte está comprometido; o tratamento da gengiva vem antes.
Se a extração for inevitável, converse sobre como repor o espaço. Deixar o buraco vazio por muito tempo permite que os dentes vizinhos se inclinem e o de cima “desça”, o que complica a mordida.
Restauração dentária nas maiores cidades de Santa Catarina
Da capital às cidades médias: as 10 cidades de Santa Catarina com mais moradores, em ordem de população (IBGE, Censo 2022), com link direto para a página de restauração dentária de cada uma:
- Joinville — 616 mil habitantes
- Florianópolis — 537 mil habitantes (capital)
- Blumenau — 361 mil habitantes
- São José — 270 mil habitantes
- Itajaí — 264 mil habitantes
- Chapecó — 255 mil habitantes
- Palhoça — 223 mil habitantes
- Criciúma — 214 mil habitantes
- Jaraguá do Sul — 183 mil habitantes
- Lages — 165 mil habitantes
Restauração dentária por região de Santa Catarina
Nem sempre o tratamento acontece na cidade onde se mora. As cidades do guia de Santa Catarina estão em 7 regiões intermediárias do IBGE, e a maior cidade de cada uma costuma ter mais opções de restauração dentária. Comece pela região onde você vive:
- Região de Blumenau: 27 cidades no guia, que somam 1,9 milhão de habitantes; a maior é Blumenau.
- Região de Joinville: 19 cidades no guia, que somam 1,4 milhão de habitantes; a maior é Joinville.
- Região de Florianópolis: 8 cidades no guia, que somam 1,2 milhão de habitantes; a maior é Florianópolis.
- Região de Criciúma: 19 cidades no guia, que somam 794 mil habitantes; a maior é Criciúma.
- Região de Chapecó: 18 cidades no guia, que somam 749 mil habitantes; a maior é Chapecó.
- Região de Lages: 6 cidades no guia, que somam 280 mil habitantes; a maior é Lages.
- Região de Caçador: 3 cidades no guia, que somam 163 mil habitantes; a maior é Caçador.
Santa Catarina em números
Quem mora em Santa Catarina? O Censo 2022 do IBGE contou 7,6 milhões de habitantes em 295 municípios, dos quais 100 têm página de restauração dentária neste guia. Por idade, 15,6% têm 60 anos ou mais (perto da média do Brasil (15,8%)) e 18,7% têm até 14 anos (abaixo da média do Brasil (19,8%)); a faixa de 15 a 29 anos reúne 22,1%. Na prática, a procura por restauração dentária acompanha esse retrato: mais crianças significam mais consultas de prevenção, e uma população mais velha puxa a demanda por reabilitação.
Atendimento odontológico em Santa Catarina
Santa Catarina tem a capital, Florianópolis, em uma ilha, mas a cidade mais populosa do estado é Joinville. Blumenau, Itajaí, Chapecó, Criciúma e Balneário Camboriú completam uma rede de cidades médias com boa oferta de serviços, o que permite resolver a maioria dos tratamentos perto de casa.
Como usar esta página
Comece pela sua cidade na lista do alto da página: são 100 opções em Santa Catarina, cada uma com a página de restauração dentária e os anunciantes locais. Se a sua cidade ainda não tiver ninguém anunciando, veja as cidades vizinhas indicadas na própria página ou a cidade-polo da sua região, na lista de regiões acima.
Antes de marcar, confira o registro de cada profissional no CRO-SC, peça o plano de tratamento por escrito e pergunte quantas consultas o caso deve exigir. Com essas informações, fica mais fácil comparar e escolher um endereço que caiba na sua rotina até o fim do tratamento.
Perguntas frequentes sobre restauração dentária em Santa Catarina
Posso comer logo depois da restauração?
Espere a anestesia passar para não morder a bochecha ou a língua sem perceber. Com resina, a mastigação costuma ser liberada logo em seguida, porque o material já sai endurecido. Com amálgama ou ionômero de vidro, o dentista pode pedir algumas horas de cuidado. Siga a orientação dada no consultório para o seu caso.
Fora a capital, qual é a maior cidade de Santa Catarina?
É Joinville, com 616 mil habitantes no Censo 2022 do IBGE. A página de restauração dentária em Joinville mostra quem atende na cidade, com contato direto.
É normal o dente ficar sensível depois da obturação?
É comum sentir sensibilidade ao frio ou ao mastigar nos primeiros dias, principalmente em cáries fundas. Ela costuma diminuir aos poucos. Volte ao consultório se o dente parecer “alto” ao fechar a boca, se a sensibilidade piorar ou se surgir dor espontânea, latejante ou noturna.
Qual cidade de Santa Catarina tem, proporcionalmente, mais crianças?
Entre as cidades com 20 mil habitantes ou mais, é Araquari, onde 25,2% dos moradores são crianças de até 14 anos, segundo o Censo 2022 do IBGE. A proporção ajuda a entender onde a procura por restauração dentária tende a ser maior.
Dá para restaurar dente da frente quebrado?
Em muitos casos, sim. Fraturas pequenas e médias nos dentes da frente costumam ser reconstruídas com resina, em camadas que imitam a cor e o brilho do dente. Se o fragmento foi guardado em leite ou soro, às vezes ele pode ser colado. Fraturas grandes ou que atingem o nervo podem exigir outros tratamentos.
Quanto tempo demora uma restauração?
Uma restauração direta, com resina ou ionômero, costuma ser feita em uma única consulta. O tempo varia com o tamanho da cavidade e a quantidade de dentes tratados. Restaurações indiretas, como inlay e onlay, pedem pelo menos duas sessões, porque a peça é feita fora da boca entre uma visita e outra.
Em quantas cidades de Santa Catarina há página de restauração dentária?
Em 100 cidades de Santa Catarina. Cada página mostra quem atende na cidade, com registro no CRO-SC e contato direto, além de dados do IBGE e orientações para escolher.
Quais são as regiões mais populosas de Santa Catarina?
Pela divisão do IBGE, as cidades deste guia de Santa Catarina ficam em 7 regiões intermediárias. Somando os moradores dessas cidades, as maiores são Blumenau, Joinville e Florianópolis. Cada uma tem uma cidade-polo, onde costuma haver mais opções de atendimento.
Fontes: IBGE, Censo Demográfico 2022 (população e idade) e Divisão Regional do Brasil (regiões intermediárias).